| Boavista, Almuinhas e Casal Galego |
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A origem etimológica destes nomes foi transmitida a Vitória Baridó por seus pais e avós. Ela dizia que até determinada altura da história da Marinha Grande, Casal Galego não constava do grupo de lugares que constituiam a sua área geográfica, supondo-se com toda a razão que era parte integrante do lugar de Bôa-Vista (era assim que se escrevia).
A Bôa-Vista situava-se a nascente da Marinha Grande e na aba mais alta do concelho donde, de qualquer dos pontos de observação se desfrutava um panorama de aprazível beleza, esta talvez a razão do nome - BÔA-VISTA. No início a sua cúpula era de madeira, até que em 25.6.1898 passou a ser de pedra. Mais abaixo, mesmo a seus pés, entre as actuais ruas Joaquim Domingues e Manuel Francisco, situava-se a pequena povoação de Almuinhas, a quem o povo por uma questão de menor esforço pronuncia "ALMUNHAS", zona cultivada intensamente com pequenas hortas separadas entre si (proveniente do árabe almunia - horta). Em determinado período da evolução histórica da Vila da Marinha Grande (presume-se que foi logo após a retirada das tropas napoleónicas, em 1811), surgiu na localidade da Bôa-Vista um Galego proveniente da província espanhola - Galiza, que com projectos de futuro, aqui assentou arraiais, num terreno espaçoso e próprio para a agricultura. Este casal (do Galego) que a princípio era parte integrante do lugar da Bôa-Vista situava-se na aba sul do actual Pavilhão das Actividades Económicas, tendo da parte do poente a antiga quinta de José Pires, onde actualmente se efectua a Feira de Levante, do sul com o antigo Carreiro da Missa, hoje Rua das Hortinhas, e a nascente com várias propriedades, na época Bôa-Vista, hoje Casal Galego. O Galego instalou aí a sua actividade agrícola e, em simultâneo, dedicou-se também ao fabrico de carvão. Assim, partindo-se deste pressuposto, e com o desenvolvimento do lugar, o povo começou a chamar à zona da parte sul da Boavista, o Casal do Galego, que, desligando-se paulatinamente do lugar da Boavista, foi com o tempo perdendo o DO, passando a CASAL GALEGO. De referir também a construção de uma novo cemitério em Casal Galego, inaugurando a 1.11.1984. Em 1970 a população deste lugar, era de 556 indivíduos, habitando em 167 prédios, enquanto que em 1981 já era de 854 indivíduos, habitando em 284 prédios. Calcula-se que na data actual seja aproximadamente de 1200 indivíduos e 450 prédios.
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