Colectividades
- Sport Operário Marinhense
- Sport Império Marinhense
- Sociedade União de Albergaria
- Sociedade Instrutiva e Recreativa 1º Dezembro
- Sociedade Desportiva e Recreativa Garciense
- Sociedade Desportiva e Recreativa do Pilado e Escoura
- Sociedade Desportiva e Cultural das Trutas
- Sociedade de Instrução e Recreio 1 de Maio
- Sociedade de Beneficência e Recreio 1º de Janeiro
- Grupo Desportivo, Cultural e Recreativo de Casal dos Ossos
- Grupo Desportivo e Recreativo das Figueiras
- Clube Desportivo Moitense
- Clube Desportivo e Recreativo da Amieira
- Clube Desportivo de Casal Galego
- Centro Rec. Cultura da Juventude de Casal D'Anja
- Biblioteca de Instrução Popular de Vieira de Leiria
- Associação Cultural e Recreativa da Comeira
| Sport Operário Marinhense |
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Este velho clube da Marinha Grande foi fundado em 31 de Janeiro de 1923 por um grupo de rapazes cheios de boa vontade, dos quais é justo destacar, como grande entusiasta, Joaquim Gomes do Norte, praticamente o seu fundador. Alguns dos outros fundadores foram José Vareda Júnior, José Ferreira Barroca, Luís António de Faria, David de Oliveira, Joaquim Henriques dos Santos, António Rodrigues Júnior, Firmino F. Rato, Benjamim Henriques, José Gaspar Pedroso Júnior António Matos ("Melro") e José Florindo.
Foram também estes os primeiros directores, que instalaram a primeira sede social num prédio dos Matos (hoje Av. 1º de Maio), propriedade do senhor António Maria Pereira. A finalidade da sua fundação foi a promoção do futebol, desporto que então se iniciava na província - embora, naturalmente, os fundadores tivessem também em mente a prática de outros desportos e, sobretudo, a agremiação da classe operária. Das suas equipas de futebol fizeram parte Joaquim Maria Vaz dos Santos, Júlio Gaspar M. Pereira, José Leandro, Manuel Gaspar, Alberto Frutuoso, Augusto Nogueira, Joaquim do Norte, José Alfredo Vargas, Vitorino Saraiva, Rumoaldo Jornaleiro, Manuel Gabriel, José Florindo, etc.. 0 seu primeiro jogo realizou-se contra um grupo da Vieira. Criou também secções de ciclismo e atletismo, onde se evidenciaram "velhas glórias" do desporto marinhense, como José Gaspar Pedroso Júnior e António Lourenço. As cores do clube são o verde e o amarelo, em riscas verticais. Como curiosidade, lembramos que estas cores, que de certo modo representam uma homenagem ao Brasil, foram escolhidas pelo fundador Firmino Rato, que havia chegado pouco tempo antes do Brasil e a quem se ficou a dever a oferta do primeiro equipamento. 0 Operário chegou a possuir um razoável campo de futebol, o "campo da Biquinha", situado nos terrenos a sul do cemitério (junto à actual Av. da Liberdade, onde se encontra a Escola Guilherme Stephens) cuja renda pagou até cerca de 1945, apesar de o futebol ter acabado anos antes. A partir dos anos 1930, dedicou-se somente a desportos de salão (ténis de mesa, onde se viria a evidenciar António Saboga, o melhor jogador da região por volta de 1940, bilhar, xadrez) e, principalmente, a uma secção cultural, que, a despeito das perseguições da PIDE, criou uma boa Biblioteca e dinamizou também colóquios, palestras e cursos de francês e inglês, dirigidos pelos sócios Carlos Alexandre e Gualter Morais. Foi logo após a II Guerra, com a entrada para a Direcção de Agostinho Saboga, António Veloso, Manuel Calvete e outros que o Operário mais decisivamente passou a dedicar-se ao desenvolvimento cultural dos sócios, sendo até proibidos os jogos de cartas. Neste momento, tem a funcionar escolas de música, ginástica, informática, teatro e judo. Tem em formação um grupo coral misto e pratica ténis de mesa, bilhar e subbuteo. Nesta nova modalidade, o seu jogador júnior Jorge Breda foi em 1985-86 campeão nacional e 17º no Campeonato da Europa, disputado na Grécia. Em 1954 o clube alugou um salão para festas na Av. 1º de Maio (junto à IVIMA), onde realizou teatro, saraus de música e bailes famosos. A sua sede social passara, entretanto, para um prédio da R. Pereira Crespo, nºs. 9 a 11, onde se manteve por pouco tempo, pois logo passava para a R. Alexandre Herculano, onde se tem mantido até hoje (*). No seu período de transformação em clube cultural e recreativo, por volta dos anos 1940-50, o SOM pensou construir um pavilhão - sede. Adquiriu à CMMG terrenos situados no velho campo da Feira, próximo da fábrica da CIVE, mas nunca conseguiu concretizar o pavilhão por falta de verbas, apesar da boa vontade dos directores e sócios. Esses terrenos, actualmente de grande valor, permitiram à Direcção actual, presidida pelo grande amigo do SOM Dr. José Henriques Vareda, negociá-los com a Câmara Municipal e com a COVINA, do que resultou ficar o clube de posse das velhas instalações da Fábrica "dos Bengalas", propriedade da COVINA, e aí construir, por adaptação, o velho sonho do Operário, que era o pavilhão gimnodesportivo e sede. Estas obras já se encontram em boa fase de realização, tudo indicando que o SOM ficará com as melhores instalações do género na região, pois trata-se de uma área de 7 500 m2, dos quais 3 000 são cobertos. Possui actualmente cerca de 1240 sócios, que pagam mensalmente a cota de 20 escudos. Os sócios reformados pagam 10 escudos. Os actuais Corpos Gerentes são compostos pelos associados Henrique José Sousa Neto (presidente da Assembleia Geral), José Duarte Bizarro (vice-presidente), Dr. Osvaldo Castro (primeiro secretário), Dra Maria João da Bela Franco Silva (segunda secretária), Dr. José Henriques Vareda (presidente da Direcção), Tomás Ferreira Rato e Francisco V. Jesus Pedroso (vice-presidentes), Jorge Manuel P. Oliveira Martins. (secretário geral), Arnaldo Domingues Matos e Irene Sousa Franco (secretários adjuntos), Belmiro Jesus Duarte (tesoureiro), André Seco Coelho, Aníbal Marques Lino, Dr. Gustavo J. T. Quaresma, Dr. João Lopes de Matos, Dr.Jorge M. F. Marcelino Lopes, Dr. Luís Filipe G. Cardona, Vítor Manuel S. Domingues (vogais), Armando Gonçalves C. dos Santos (presidente do Conselho Fiscal), Artur Santos Cadima (secretário), Sebastião Rocha B. da Silva (relator).(**) (*) - Presentemente, o Clube encontra-se já nas instalações descritas pelo autor, no parágrafo seguinte, como estando em construção. (**) - Texto datado pelo autor (Janeiro de 1985). condensado de: Cidade de Marinha Grande - Subsídios para a sua História
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