Personalidades
- Acácio António de Almeida Amaral
- Ernestino Gomes
- António Rodrigues
- António Fernandes da Silva (Roberto)
- José Ferreira Gomes
- Álvaro André
- José André (Sobrinho)
- José da Silva Roque
- António Agostinho de Sousa
- António Costa
- Paula Lemos
- Ilídio de Oliveira Guerra
- José Roque
- Joaquim Morgado Matos
- António Gomes do Céu
| Gama Diniz |
1938 - Nasce em Lisboa - Portugal- Trabalhou nas Caldas da Rainha como pintor de cerâmica, onde tomou contacto com grandes artistas, tais como: Madame Staeei, Hermani Lopes, Ferreira da Silva, Júlio Pomar, entre outros. As suas tendências artísticas foram-se revelando e, foi durante alguns anos criador e decorador de cerâmica na área de Alcobaça. Mais tarde vai para a Marinha Grande onde se destacou como desenhador e criador de modelos para vidro. 1979 - Cria o seu próprio atelier de pintura e paralelamente trabalha em painéis de azulejos. - Tem feito exposições por todo o país entre as quais se destacam em: Coimbra, Arganil, Tornar, Porto de Mós, Marinha Grande, Nazaré, S. Pedro de Moel, Leiria, Óbidos, Peniche, Seixal, Alcochete, Bragança, Miranda do Corvo, Figueira da Foz e Lisboa. EXPOSIÇÕES (Selecção) 1966 - Turismo Caldas da Rainha / 1973 - Sport Operário Marinhense - Marinha Grande / 1982 - Câmara Municipal da Marinha Grande / 1983 - Nazaré / 1984 - Galeria 1º de Janeiro (promovida pelo M.A.C.) / 1985 - Comemorações do 25 de Abril - Marinha Grande / 1986 - Óbidos (promovida pela Secretaria de Estado da Cultura / S. Pedro de Moel (promovida pelo Turismo) / Seixal / 1987 - Alcochete (integração nas Festas do Barrete Verde) / 1988 - Leiria (Galeria Séc. XVII) - Bragança (promovida pela Câmara Municipal) / 1989 - Barcelos (Galeria Pop Arte) / 1990 - Galeria Séc. XVII / 1991 - Porto de Mós/ 1992 - Barcelona (Exposição Colectiva Luso - Espanhola) / 1993 - Miranda do Corvo (Colectiva na Câmara Municipal) / 1994 - Leiria (Galeria Capitel) / 1995 - Lisboa (Galeria de Arte do Castelo) / 1996 - Gouveia (Galeria João Abel Manta) EXPOSIÇÕES NOS ÚLTIMOS 2 ANOS 1997 - Galeria Oriana - Coimbra - Pinta no Centro de Arte de Buarcos sendo admitido como membro - Semana de Pintura ao ar livre - Buarcos - Colectiva de Natal - Galeria da Má - Língua 1998 - Galeria O Celeiro - Praia da Vitória - Ilha Terceira - Açores - II Bienal de Artes Plásticas da Marinha Grande - O Vidro - seleccionado - "Revolução/Evolução" Galeria da Má - Língua no Centro de Arte de Buarcos (censurada e mandada encerrar) - Galeria Augusto Pereira - Montemor-o-Velho - Exposição Inaugural REPRESENTAÇÕES Está representado em colecções particulares no País e no Estrangeiro e no Museu "Maria da Fontinha" - Castro d'Aire Nas telas de Gama Diniz a expressão é uma corda tensa entre duas extremidades. Uma delas é a sua biografia inequivocamente rica de experiências como Homem e como Artista. A outra é a sua reacção, cérebro e coração, no encontro possível em cada fase do seu sinuoso percurso. O que aqui exibe são alguns dos lugares privilegiados da sua memória e também os lugares que um vasto público pode partilhar com ele. Longe de representarem qualquer síntese da sua obra, longe de permitirem defini-lo pintor, são contudo obras feitas com verdade. E a obra verdadeira é bela, é boa. Instável, pintor experimental, como ele próprio se define (conhecê-lo como pessoa e visitar o seu atelier podem confirmá-lo) descobrindo em cada encruzilhada uma gramática pictórica renovada, o Gama Diniz que agora se expõe à voracidade do público arriscando na leitura do gosto, pode ser visto, erroneamente, como pintor do mar e das ruelas estreitas. Este risco, correu-o com a lucidez de quem sabe que não pode defraudar nem pode permitir ao público uma visão temática e tecnicamente reduzida da sua vasta obra. Por isso explorou até aos limites a plasticidade dos temas, com apurado domínio de algumas técnicas, transfigurando o real em emocionantes praias prisioneiras do momento, e em equilíbrio de cor/traço as ruas, o castelo, esse outro lado da cidade. Porque fazem parte da nossa memória, podemos olhá-las com a certeza e tranquilidade de quem identifica, mas não de quem se identifica. Perante as telas, podemos permitir-nos a liberdade da fuga, podemos tornar imensos os es- paços aprisionados nos limites da moldura, mas não usaremos a expressão de escárnio "isto também eu fazia". Porque o que ele mostra é verdadeiro, essa verdade que só pertence ao artista, e que exposta ao nosso olhar adquire a expressão do Belo. Mas o melhor de Gama Diniz fica por ver. As atmosferas sufocantes dos fornos de vidro, as máscaras de olhos assustadores, os rostos perturbantes de todos os holocaustos, que preenchem todo o espaço de pequenas telas timidamente arrumadas nas estantes. O Melhor de Gama Diniz são as experiências inquietantes de muitos dias do seu percurso , que ele olha à noite como obras primas e rejeita de manhã como experiências fracassadas. Isso tudo merece a honra de ser exposto numa galeria. Isso tudo e muito mais, que é toda a intimidade do seu atelier, onde o seu imaginário pode finalmente encontrar o dele materializado em milhares de telas acabadas, inacabadas, desenhos, esboços, traços, por entre espátulas, pincéis, cavaletes, paletas, óleos, lápis, diluentes e todo o manancial de objectos por ele pacientemente criados. Não é a escola o que falta a Gama Diniz. O que lhe falta - e ele sabe-o tão bem que faz à volta disso uma deliciosa ironia: sou o melhor da minha rua! não mora lá mais nenhum! - é viver num qualquer Montparnasse deste final de século, lá onde fervilha a confusão e as pseudo, lá onde outros corações inquietos partilham entre si essa experiência excepcional de fazer nascer as obras de arte. Para a tua exposição escrevi, como me pediste, um texto verdadeiro. Mas não um texto bom. Podes juntá-lo ao teu arquivo de maus textos. É que, por mais que me esforce por acreditar em Roland Barthes: “para ser um bom crítico é preciso ser um bom fã", não consigo deixar de entender a crítica como um sub-produto da arte. ALICE MARQUES
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1938 - Nasce em Lisboa - Portugal