Personalidades
- Acácio António de Almeida Amaral
- Ernestino Gomes
- António Rodrigues
- António Fernandes da Silva (Roberto)
- José Ferreira Gomes
- Álvaro André
- José André (Sobrinho)
- José da Silva Roque
- António Agostinho de Sousa
- António Costa
- Paula Lemos
- Ilídio de Oliveira Guerra
- José Roque
- Joaquim Morgado Matos
- António Gomes do Céu
| Henrique Coelho dos Santos |
Apesar de ter desenvolvido a actividade de medicina e cirurgia durante cinquenta e dois anos, ainda desempenha funções semelhantes em regime de voluntariado.O "prazer enorme" que sente por voltar a desenvolver a actividade que gosta, impede-o de sentir qualquer cansaço ou saturação. Sempre com o seu modo agradável, assiste aos doentes profundos que se encontram internados no Lar da Santa Casa da Misericórdia da Marinha Grande, onde se desloca três vezes por semana. Na sua maioria pessoas que já conhece e a quem já prestou assistência anteriormente. Ali, cuida de todos, com o mesmo carinho que sempre dispensou aos doentes acamados, a quem dedicava muito do seu tempo e atenção, durante todo o período de convalescença. Periodicamente desloca-se a Fátima, onde também de forma voluntária, assiste às necessidades dos peregrinos. Pessoas que vêm de vários pontos do país e que a fé leva ao Santuário, na sua grande maioria idosos e doentes, mais ou menos incapacitados, que por vezes lá permanecem durante vários dias, para participar em sessões, colóquios e missas e necessitam de algum apoio médico. Outros que cumprem promessas a pé e chegam ao Santuário com grandes carências e os que mais o impressionam são os que cumprem promessas de joelhos e apesar de todas as joelheiras chegam ao fim com graves feridas que necessitam por vezes de pequenas cirurgias. Cirurgias essas, realizadas em instalações modernas, com dois pequenos blocos operatórios e vários consultórios, preparadas para o efeito, nas, instalações do Santuário. O nosso Ilustre lá está, sempre sorridente, e com palavras de esperança a ajudar cada um que dele necessite, atitude que sempre teve durante toda a sua vida. Considera que seja este um regresso ao voluntariado porque, o seu primeiro "emprego", foi como voluntário, durante um ano, logo após a formação no serviço de ginecologia e obstetrícia em Coimbra, onde "não recebia um tostão que fosse". Amigo do seu amigo, nunca se importou com as ideias das pessoas, o que lhe interessa é apenas as qualidades que essas mesmas pessoas têm pelas quais merecem ser consideradas, por isso trata com grande à-vontade com pessoas de vários níveis, quer culturais, quer sociais, quer políticos, movimentado apenas pela amizade e pelo respeito mútuo. Ao serviço da Caixa Vidreira veio para a Marinha Grande, no dia 8 de Junho de 1946, para ficar apenas durante três meses, afinal ainda cá está na terra que considera sua e onde viu nascer os seus oito filhos. Inicialmente assistia os doentes em casa apesar das chamadas serem feitas "fora de horas" e para os lugares mais inóspitos. Na época não havia as estradas que há agora e grande parte dos caminhos não permitiam a deslocação na sua bicicleta que mais tarde foi transformada em cucciolo. Pelo que as suas deslocações eram feitas quase sempre a pé, por vezes iluminadas por um candeeiro que o familiar aflito, que fazia o chamamento, trazia para que pudessem ver por onde passavam, normalmente em terrenos de areia, outras vezes em lama. O seu primeiro consultório situava-se no Largo do Albuquerque, mais tarde mudou-se para um outro junto à FEIS e o último seria na sua própria casa. Em 10 de Abril de 1953, fez o lançamento da primeira pedra da Clínica D. Dinis, que seria inaugurada em 15 de Maio de 1960, local onde exerceu a sua actividade até se aposentar. Nascido a 9 de Julho de 1918, em Luanda, o nosso Ilustre veio para o continente com apenas um ano de idade, sediando-se a família em Coimbra. Ali ficou até concluir o seu curso de clínico geral. É uma pessoa querida por todos os marinhenses, quanto mais não seja porque ajudou a nascer muitos de nós, em número que ronda os sete mil partos. Ler defronte ao mar é o seu grande passatempo, já que todos os momentos do seu dia têm algo a ver com livros. Não necessitava apresentações, o nosso Ilustre é o Dr. Henrique Coelho dos Santos. ... Calmamente o Dr. Coelho, vai-se dedicando ao seu voluntariado e pelo meio, participa em cursos e sessões culturais, porque "todos os dias há qualquer coisa para aprender". A.C. in: JORNAL DA MARINHA GRANDE
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Apesar de ter desenvolvido a actividade de medicina e cirurgia durante cinquenta e dois anos, ainda desempenha funções semelhantes em regime de voluntariado.