Personalidades
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- António Fernandes da Silva (Roberto)
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- Álvaro André
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- António Agostinho de Sousa
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- José Roque
- Joaquim Morgado Matos
- António Gomes do Céu
| Joaquim Marques de Sousa Nobre |
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Dedicado à massagem há cerca de setenta anos tem sido o "ai Jesus" de muita gente. A 9 de Setembro de 1909, na Marinha Grande, Joaquim Marques de Sousa Nobre, nasceu numa casa antiga que se situava no local onde hoje tem a sua e satisfazendo o pedido da mãe, que queria que um dos filhos ali ficasse, o nosso Ilustre, há quarenta anos, construiu ali a sua casa. O pai era oficial do cristal na Fábrica Nova (Ivima) tendo depois trabalhado na FEIS. Por sua vez a mãe costureira de alfaiate, era uma mestra, segundo Joaquim Nobre. Trabalhava em casa numa época em que havia apenas um alfaiate na Marinha Grande, lembra-se de ser o senhor Carvalho. As crises na indústria vidreira, que levavam a paragens de vários meses, eram colmatadas pela mãe que tinha uma clientela muito grande de pessoas da Garcia, principalmente os Alegres que eram de uma família abastada da época, onde havia muitos homens e por isso lhe davam muito que fazer. Joaquim Nobre lembra-se que vestiu fatos executados pela mãe, durante muitos anos. A dureza daquele tempo obrigou a que o nosso ilustre fosse obrigado a ir trabalhar para a fábrica apenas com 8 anos de idade, altura em que saiu da escola. No forno da FEIS trabalhou até aos 18 anos, depois passou para lapidário, onde esteve cerca de 40 anos, até se reformar, por lhe ter surgido um problema nas mãos. Manteve-se, no entanto ao serviço da empresa ainda 24 anos, até ao seu encerramento, no posto médico pela sua amizade que tinha com os trabalhadores e pelo gosto de se manter activo. Quanto aos estudos, acabou a 4ª classe com quase 40 anos, estudando por conta própria à noite em casa. Com 12 anos, foi jogar futebol no ACM, aos 16 passou a sénior e aos 20 durante um treino antes do jogo com o Boavista para o campeonato um colega caiu-lhe em cima lesionando-o num menisco. Como o ACM precisava de um massagista, o seu amigo Brigadeiro Neto, incentivou-o a aprender a massajar, dando-lhe ele próprio as primeiras lições. Depois aprendeu nos livros e também com Manuel Marques, massagista do Sporting. Aí aprendeu muito sobre a técnica e durante 52 anos deslocou-se a Lisboa para obter cada vez mais informações, tanto junto do seu amigo, como assistindo a operações. Foi convidado a ir para vários, clubes e para uma casa, de recuperação em Leiria, nunca aceitou deixar o clube, (ACM de onde é sócio nº l) nem a sua terra. Reconhece que podia ter ganho muito dinheiro, mas assim, tem muito mais amigos, o que vale muito mais. Os casos marcantes de recuperações são imensos pelo que também, aqui não há espaço para referir todos, no entanto vamos referir o caso que sucedeu hà 30 anos, de uma senhora que depois de um ataque de diabetes, ficou paralisada da cintura para baixo, não mexia nem um dedo dos pés e a medicina estava esgotada para o seu caso, tinham-lhe dito os médicos. Seis semanas depois do nosso Ilustre a massajar a doente foi para casa a conduzir o seu, automóvel. Os médicos que a havia tratado ficaram muito impressionados e contactaram Joaquim Nobre para o conhecerem e lhe darem os parabéns, mas ele com a sua enorme modéstia nunca se deu a conhecer a ninguém, mantendo-se sempre no anonimato. Sem qualquer tipo de curso, era chamado de curandeiro por alguns médicos da Marinha Grande, valeu-lhe a ajuda do Dr. Coelho e do Dr. Raul a convencer os outros de que o massagista é um auxiliar do médico. Ainda hoje tem muita clientela, entre a qual se contam muitos médicos e suas famílias. Orgulha-se de, na época mais difícil "nunca ter levado dinheiro aos pobres". in: JORNAL DA MARINHA GRANDE
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