José dos Santos Barosa Júnior
José dos Santos Barosa JúniorNascido em 21 de Janeiro de 1893, cedo prosseguiu a obra grandiosa de seu pai, na fábrica de vidros, que o comendador José dos Santos Barosa, fundou em 1889.
Casado em primeiras núpcias com D. Maria da Piedade Taibner de Morais, falecida de parto, voltou a casar com a cunhada, D. Júlia Augusta Taibner de Morais, filhas do Conselheiro Toibner de Morais.
0 José dos Santos Barosa Júnior, teve o seu período áureo, como gerente da fábrica que administrou, durante o período de 1918 a 1935, aproximadamente, anos muito difíceis para a Indústria Vidreira. Foi neste espaço de tempo que se registaram grandes crises que abalaram seriamente a Vila Vidreira. A fome e a miséria andaram, por aqui, impertinentes, a bailar de casa em casa. Não se generalizou, devido à grande capacidade intelecto profissional do industrial, sem dúvida, entre os seus precursores, o mais distinto e capacitado.
A indústria que dirigia atravessou incólume inúmeras contrariedades que afligiram as fábricas de vidros, demandando cortejos de degradação e ruína, que a fanfarra exibia de rua em rua.
Devido ao esmerado fabrico, lema que sobressaíu sempre na sua vigência e perdurou pelos tempos adiante - diga-se em abono da verdade - a sua integridade de carácter, honestidade e compreensão, conseguiram com brio e audácia, derrubar os obstáculos demasiados para a época, e desfraldar, a bandeira do trabalho e da perseverança.
Na plenitude da vida, muito havia a esperar das suas reais possibilidades, quando inesperadamente a doença o vitimou, destruindo-o.
Cerca de quarenta anos esteve no Casa de Saúde, distante, apavorado entre o fumo espesso que obstruía a concretização do seu anseio e a névoa intransigente, desgastante e pérfida, que o impedia de lobrigar a estrada arborizada, de piso seguro, por onde pudesse caminhar, resoluto, responsável e forte, como nos tempos em que a saúde a acariciava.
Infelizmente o destino não consentiu.
Foi a enterrar no dia 9 de Setembro de 1978. Encerrou-se o segundo capitulo da sua vida. 0 primeiro há muito a saudade o tinha desfolhado.
 

in: O PÓ CHEIRA A FLÔRES
(Vultos e Sínteses da História de S. Pedro de Moel e Marinha Grande)
"Edmundo Oliveira Orfão"