Personalidades
- Acácio António de Almeida Amaral
- Ernestino Gomes
- António Rodrigues
- António Fernandes da Silva (Roberto)
- José Ferreira Gomes
- Álvaro André
- José André (Sobrinho)
- José da Silva Roque
- António Agostinho de Sousa
- António Costa
- Paula Lemos
- Ilídio de Oliveira Guerra
- José Roque
- Joaquim Morgado Matos
- António Gomes do Céu
| Justino Marques de Magalhães |
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Nasceu na Marinha Grande, no dia 17 de Dezembro de 1906, filho de Conceição do Rosário Marques e de António Neto de Magalhães. Descendente de uma família de artistas vidreiros, oriundos da Vista Alegre, Justino Magalhães foi um dos maiores gravadores à roda (florista) que passou pela indústria vidreira. Artista multifacetado e de rara sensibilidade artística, alguém um dia, com rara propriedade, o apodou de Príncipe da indústria vidreira. A sua maneira de encarar a vida, o trato com os colegas de trabalho e com os amigos, granjearam-lhe uma auréola de admiração e respeito. Homem do mundo, com uma filosofia muito pessoal e um toque saboroso de boémio, foi uma figura marcante para uma geração de artistas vidreiros e dele não se esquecerá facilmente o chiste, a pilhéria, os conceitos que fazia da sociedade e a maneira "desenrascada" e desinibida como saía das situações menos agradáveis. Sem escola e sem bases de cultura artística, sem fontes de pesquisa, entregue a si próprio (aliás como acontecia, infelizmente, à grande maioria dos artistas vidreiros) valia-se do seu dom natural para realizar obras que ainda hoje são consideradas de rara beleza, jóias na arte da gravura à roda, profissão das mais nobres que há na indústria vidreira e que infelizmente se está a perder por falta de escola (cabe à Fábrica-Escola Irmãos Stephens olhar para essa lacuna, criando o ensino dessa linda arte). Foi seu mestre o grande artista João de Magalhães, que o considerou "o maior de entre os maiores artistas na gravação de vidros". Justino de Magalhães nunca deixou de reproduzir obras que lhe apareciam e que eram consideradas irrealizáveis. O antigo administrador da Fábrica Nacional, Doutor Calazans Duarte, dizia da sua arte: "Um artista excepcional numa das artes mais nobres e apreciadas". A sua figura foi imortalizada num quadro a óleo de Mestre Capucho, que se encontra no Salão Nobre dos Paços do Concelho. Também a edilidade marinhense não esqueceu este grande artista, atribuindo o seu nome a uma rua da Vila. in: "Cidade da Marinha Grande - Subsídios para a sua História" - João Rosa Azambuja
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