Luís Filipe Gonçalves Cardona
LUÍS FILIPE GONÇALVES CARDONA LUÍS FILIPE GONÇALVES CARDONA - Nasceu na cidade da Covilhã em 31/10/1936. Cedo, muito cedo, começou a viajar. Não por gosto ou opção que a idade ainda não lho consentia, mas por imposição das duras condições da sua infância.

Até à idade de 30 anos a sua mobilidade foi uma constante que o impediu de criar raízes fundas e duradouras. A uma infância atribulada seguiu-se uma adolescência acidentada, culminando numa juventude de dramáticas vivências. Durante essas três décadas foi acumulando experiências que o marcaram profundamente influenciando para sempre não só a sua personalidade como também a exteriorização de seu mundo interior.

Começou tarde a edificar o seu futuro sócio-económico. Decidiu-se a adquirir formação académica que o pusesse ao abrigo da concorrência desenfreada no mundo do trabalho. Aos 38 anos licenciou-se em Organização e Gestão de Empresas, pelo ISCTE de Lisboa e Diplomado em Administração Social de Empresas pelo extinto IES/Lisboa, enquanto ia exercendo a actividade de trabalhador bancário. Melhorou, efectivamente, o seu status profissional e económico e depois de garantir um nível de subsistência satisfatório, para si e para os seus, começou a olhar à volta à procura dum alvo onde pudesse polarizar a energia libertada.

Por puro acidente - e tardiamente - a escrita apareceu-lhe como válvula de escape de tanta experiência acumulada. Foi a forma poética a que melhor se adaptou ao seu temperamento impaciente e nervoso.

Começou a tornar públicas as suas primeiras experiências literárias no dealbar do ano de 1982. Em 1986 publica o seu primeiro livro «Ao Sabor da Roda» influenciado pelo facto de pertencer ao Rotary Club de Leiria e aí ter aceite o desafio que o levou a produzir no espaço de um ano, 52 sonetos, tantos quantos as semanas do ano. No ano seguinte publica «Espelho de Três Reflexos», onde a sua personalidade aparece mais exposta sem descurar a atenção por aquilo que o rodeia e o impressiona.

Saiu em 1989 o seu terceiro livro «Viagens Truncadas», onde a prosa começa a ter uma certa predominância e onde o fio condutor da sua trama deixa perceber um destino pré-determinado à partida; tal e qual como as viagens que têm todas um destino cuja distância se vai encurtando à medida que dele nos aproximamos. Por isso a numeração dos textos do livro foi feita em contagem decrescente até ao zero.

Não quis no entanto o Autor terminar abruptamente este feixe de viagens sem lhe introduzir um epílogo que relançasse o leitor na senda duma esperança renovada.

Bibliografia do Autor:

1986 - Ao sabor da Roda (sonetos)

1988 - Espelho de Três Reflexos (poemas)

1989 - Viagens Truncadas em Tempo de Espera (poesia e prosa)
1995 - Epístolas ad hoc (prosa)