Personalidades
- Acácio António de Almeida Amaral
- Ernestino Gomes
- António Rodrigues
- António Fernandes da Silva (Roberto)
- José Ferreira Gomes
- Álvaro André
- José André (Sobrinho)
- José da Silva Roque
- António Agostinho de Sousa
- António Costa
- Paula Lemos
- Ilídio de Oliveira Guerra
- José Roque
- Joaquim Morgado Matos
- António Gomes do Céu
| Vitor Manuel Marques de Aquino |
Retomou à Marinha Grande em 1998. Saudades da terra natal, que o viu nascer em 1929, levaram Vítor Aquino a regressar à capital vidreira portuguesa. 0 mestre Aquino, como é conhecido, tem como legado do seu próprio percurso profissional, a sabedoria normal de um homem da sua idade e a experiência de 60 anos como lapidário de cristal.
Uma profissão que, inicialmente, nem fazia parte da sua lista de vocações, então liderada pela actividade de mecânico. Começou como lapidário pela facilidade de ir trabalhar com o tio, também lapidário. Mas depressa "aprendeu" a gostar e até se apaixonou. Durante cerca de quatro décadas esteve na Alemanha. Trabalhou e exibiu peças, que classifica de artísticas. De lá, traz o reconhecimento público, manifestado em várias exposições para as quais foi convidado a participar. Aquino ainda exerce a lapidação de cristal e vidro. Chega a utilizar peças com perto de 20 quilos que, depois de lapidadas nas rodas de diamante ou cobre, perdem entre 30 a 40 por cento da sua composição. Surpresa mas felicidade são sentimentos que o invadem, agora que a Câmara Municipal da Marinha Grande o decidiu consagrar. Está "radiante" e, por isso, presta os seus "sinceros agradecimentos a todos os que me estão a homenagear". Dados Biográficos Nome: Vítor Manuel Marques de Aquino Data de nascimento: 12/10/1929 Naturalidade: Marinha Grande Estado civil: casado Percurso 1941 - Início da actividade de lapidação na "Fábrica Tomás órfão", na Marinha Grande 1943 - Ingresso na "Casa da Antiguidade", sita na Rua do Alecrim, em Lisboa, como aprendiz de lapidário 1944 - Ingresso na Fábrica de Vidros do seu tio e mestre vidreiro António Marques de Oliveira, na Marinha Grande 1947 - Montagem de uma oficina de lustres 1949 - Retorno à "Casa da Antiguidade" para restauro de lustres e outros vidros antigos 1962 - Emigra para a Alemanha para trabalhar na empresa Villeroy Boch (uma das principais empresas de porcelanas e cristais da Alemanha), ao mesmo tempo que lapida peças em cristal na sua oficina em casa. Até 1978 participa em diversas exposições do sector 1979 - Convidado a integrar a Associação de Artistas de Wadgassen, localidade onde reside 1980 - Estabelece-se por conta própria na sua oficina e abre uma loja de venda ao público 1998 - (25 de Abril) - Regresso à Marinha Grande. 2002 - Depois de 60 anos de profissão como lapidário de cristal, o mestre Vítor Aquino continua a produzir peças artísticas. in: Fórum Municipal - nº 19 Agosto 2002
|

Retomou à Marinha Grande em 1998. Saudades da terra natal, que o viu nascer em 1929, levaram Vítor Aquino a regressar à capital vidreira portuguesa. 0 mestre Aquino, como é conhecido, tem como legado do seu próprio percurso profissional, a sabedoria normal de um homem da sua idade e a experiência de 60 anos como lapidário de cristal.
Uma profissão que, inicialmente, nem fazia parte da sua lista de vocações, então liderada pela actividade de mecânico. Começou como lapidário pela facilidade de ir trabalhar com o tio, também lapidário. Mas depressa "aprendeu" a gostar e até se apaixonou.