Personalidades
- Acácio António de Almeida Amaral
- Ernestino Gomes
- António Rodrigues
- António Fernandes da Silva (Roberto)
- José Ferreira Gomes
- Álvaro André
- José André (Sobrinho)
- José da Silva Roque
- António Agostinho de Sousa
- António Costa
- Paula Lemos
- Ilídio de Oliveira Guerra
- José Roque
- Joaquim Morgado Matos
- António Gomes do Céu
| António Gomes do Céu |
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Filho de Manuel Gomes do Céu e de Maria Joaquim Gomes, nasceu no lugar de Picassinos, a 21 de Junho de 1894. Fez o serviço militar no R17 em Leiria, desde 13/1/1915 até 19/1/1917, data em que foi mobilizado para a guerra em França. Embarcou com destino a este país, no dia 19 de Janeiro de 1917, onde combateu até final da guerra, desembarcando no regresso em Lisboa, no dia 31 de Março de 1919. No dia 3 de Abril do mesmo ano, regressou à sua casa paterna, tendo passado à disponibilidade a 17 de Julho. A 17 de Setembro de 1919 entrou para a escola Profissional de Guardas Florestais, onde fez exame, tendo sido aprovado, conforme se verifica no respectivo diploma de 10 de Outubro, sendo a 24 do mês anterior, nomeado guarda Auxiliar de policiamento florestal. Foi nomeado Guarda Florestal de 3ª.classe, em 25 de Setembro de 1927, fazendo o seu compromisso de honra, em 29 de Janeiro de 1928, conforme diploma datado de 1928. Notabilizou-se não só por um competente Guarda Florestal, mas também por um grande Poeta Popular. A tudo e a todos fazia versos. Versos simples, que penetravam bem fundo na alma! Editou um livro de poemas, intitulado "Aos Combatentes da Grande Guerra”. Escreveu muitos outros versos, que apesar de não ter publicado, sua filha, guarda religiosamente. São verdadeiras homenagens à Mata, aos Guardas Florestais e às profissões, muitas delas já desaparecidas. Aposentou-se em ??? Fez exame da 4ª.classe no dia 22 de Maio de 1968, no Hospital Militar Principal em Lisboa, conforme consta do respectivo diploma com data de 3 de Julho de 1968. Tinha apenas 74 anos! Faleceu no dia 10 de Setembro de 1969, ficando sepultado no talhão da Liga dos Combatentes da Grande Guerra existente no cemitério da Cidade da Marinha Grande (1). Esta profissão, outrora tão importante, está em acentuado declínio. Nos últimos vinte anos, reduziu-se o número de Guardas Florestais, aboliram-se as tranqueiras, e fechou-se a maioria das Casas dos Guardas. E também desapareceu uma série de tradições a que todos estávamos habituados. Nos meses de verão, quando havia cortes de pinheiros em determinados talhões da Mata, as populações dirigiam-se para lá como se fossem um formigueiro. Retiravam toda a lenha miúda, colocada à sua disposição e transportavam-na para casa. Nesse tempo, ela era indispensável em qualquer casa, na indústria do vidro (aquecimento dos fornos) e nas indústrias artesanais. E, ao contrário de hoje, mantinha-se a Mata limpa e vigiada, evitando-se assim uma das grandes catástrofes deste século - O fogo. (I) - Biografia cedida por sua filha - Maria da Ascensão Gomes do Céu. .
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