Personalidades
- Acácio António de Almeida Amaral
- Ernestino Gomes
- António Rodrigues
- António Fernandes da Silva (Roberto)
- José Ferreira Gomes
- Álvaro André
- José André (Sobrinho)
- José da Silva Roque
- António Agostinho de Sousa
- António Costa
- Paula Lemos
- Ilídio de Oliveira Guerra
- José Roque
- Joaquim Morgado Matos
- António Gomes do Céu
| Joaquim Morgado Matos |
|
Na Ordem toda a gente o conhecia por Quim Matos. Foi vidreiro na Fábrica Ricardo Galo, onde começou a trabalhar com apenas seis anos de idade. Devido à sua tenra idade e à escuridão dos caminhos, era a sua irmã que o levava diariamente até à fábrica. Ainda muito jovem, participou numa greve levada a cabo por garotos (pequenos operários) que ficou conhecida por Greve das Alpargatas. Reivindicavam apenas um melhor salário, que lhes permitisse comprar um par de alpargatas, para os pés doridos e calejados de tanto andarem a pé. Marcado desde criança pela dura luta e com grande consciência de classe, aderiu ao Anarco - Sindicalismo, movimento que se opunha ao regime Salazarista. Lutou contra a estatização dos sindicatos e aderiu ao movimento revolucionário de 18 de Janeiro de 1934. Em consequência disso, no dia 29 de Janeiro, a polícia foi buscá-lo à fábrica e levou-o preso. Daqui foi transferido para a Trafaria e passados nove meses embarcou para Angra do Heroísmo, onde permaneceu dois anos. Na prisão, tentou manter-se vivo, ocupando o tempo da melhor maneira possível. Conseguiu aprender a ler, e a escrever - "Cultivou-se", como ele próprio costumava dizer. Durante todo este período, sua esposa, Conceição Domingues Matos e os dois filhos, sobreviveram graças à solidariedade de familiares e amigos. Quando regressou, bastante debilitado ingressou de novo na mesma fábrica, mas poucos anos depois teve de reformar-se. Viria a falecer a 30/9/1986, depois de prolongada doença, que o imobilizou durante vários anos. .
|
