Poesia
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| A Nu |
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Arnaldo Domingues Matos - Poesia " Dedicado 18 de Janeiro em janeiro fizeram juras na madrugada da esperança as intenções eram tão puras como ideias de criança em janeiro há madrugadas como em qualquer ocasião são madrugadas que passam esta não em janeiro temos esperança as certezas são o que são há esperanças que se vão mas estas não esta madrugada ficou bem gravada na nossa história nesta madrugada que se amou um resto de vitória aos que já foram a recordação aos que ficaram obrigado nos que seus filhos são nunca se encontre um renegado 29 anos e vieste e amaste e ficaste e junto a ti eu fiquei e te amei e o teu rosto beijei e neste dia feliz dos teus anos juntemos nossos desejos que futuros dias sejam leves as tristezas breves o amor intenso e que penses o que eu penso e que no ano que vem eu esteja contigo também. Amor o amor é brisa que passa é desventura mas não desgraça é perfume muito leve é agonia às vezes muito breve és tu quando me queres ao acaso nos malmequeres é a vida sabendo e querendo o amor é tudo que vai morrendo. As tuas mãos estas mãos que vejo são a arte que não tenho o carinho que desejo são pedaços duma história que por muito incompleta terá um fim sem glória e elas envelhecerão perfeitas, lindas não deixam de ser como são. Descontrolo agora estou acompanhado da falta de sono um pouco desencontrado raciocinando não sei como espera lembrei-me uma coisa nada esqueço-me é triste e chato não percebo estou confuso Ah! já percebo perdi um parafuso. Desencontro por uma tarde quente num inverno inconsequente num lugar distante de mim de ti de toda a gente o outro que ás vezes sou pensava: num mundo novo um mundo onde mandavam a justiça o amor e eu sofria porque nem tu nem eu ninguém lá cabia. Domingo porquê ter medo acanhamento ansiedade porquê não há liberdade e temos obrigações e muitas e dívidas e as costas quentes porquê vivemos doentes e aos domingos? que até sai p'ra descansar do trabalho diário do salário diário da luta diária da conta diária porquê porquê esta história o domingo é uma chatice já devia ter morrido de velhice. Em desacordo somente só nem contigo no acordo tremendamente com muitos no desacordo angustiado de ti dos outros de mim angustiado sempre por minha culpa por ti só, sem culpa hora angustiada só e com muitos em desacordo longe de ti nesta madrugada. Encontrar o sentido às vezes é necessário agarrar a vida ou pelo contrário, largá-la para poder vivê-la. não é jogo de perde ou ganha nem ao santo pedir que nos valha é mais encontrar um sentido mesmo que sendo proibido preencha o vazio imenso é alguma compensação por viver sem muita razão. é afinal um balanço encontrar o equilíbrio entre o que bailas e eu danço. por isso mesmo, afinal, não estou assim tão mal. Ilusão se nós pudéssemos ficar eternamente a sonhar os meus nos teus pensamentos os mesmos desejos os mesmos sentimentos se fundíssemos os nossos corpos num só se o resto do mundo se desfizesse em pó se vagueássemos no espaço imenso se se realizasse tudo o que penso e uma só morte um só caixão se tudo não fosse uma grande ilusão eu era feliz Medo tenho medo medo de acabar numa esquina qualquer e por perto nem homem nem mulher tenho medo de ficar só depois de morto caveira vazia sem pensamento sem ao menos tristeza a tristeza aconchega é sustento da alma até acalma a tristeza é necessária mais uma conclusão a engrandecer a nação por certo paga imposto. Partido um vidro partido partido não, lascado não faz sentido política num vidro estragado foi o menino zé e ele não faz política só banzé ele é pedra granítica sim partido o vidro, matacão fez política o matacão Pedido encontra-me o muro do esquecimento põe lá o meu nome acaba com este sofrimento que já me consome sela este amor inventando uma sepultura beija-a coloca-lhe uma flor finge alguma amargura assim bem aviado para o outro mundo eu vou neste fui maltratado no outro não sei como sou.
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