Poesia
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- Priv@do n.º 0.04.1999
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| Priv@do n.º 0.04.1999 |
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José Fernando - Poesia Priv@do n.º 0.04.1999" all of this is not my fault "ZERO letras palavras a solidão mata SINO ![]() A Carta Silenciada ![]() Penso queda última vez que, te menti, foi quando disse que me queria despedir de ti. Eras a última pessoa que eu queria deixar, queria até ter-te aqui; hoje e agora mas não podes compreender como eu ando de um lado para o outro. Não dá para entender. Fico cansado dos sítios, tenho de mudar, estar activamente só. Caminhando olhando para a minha sombra, sabendo assim que existo. Entretanto, já os sítios não me dizem nada. É sempre o mesmo; talvez por vezes se vislumbre algum monumento mais feliz, mas em geral, é sempre o mesmo. Também não sei se percebes, eu nunca te consegui explicar quase nada. E fazia-me falta, antes de tudo, explicar o que eras para mim. Depois, poderia partir, para os pormenores. Mas uma vez, uma só vez, por descuido, imaginei como seria o teu abraço, assim, junto a mim. As nossas caras tocavam-se como quem dá as mãos. E ganhei medo. Acho também que o medo nunca me largou. Sentia-me jogado ao mundo como uma criança num quarto escuro. Não via nada. E quando comecei a ver, assustei-me. Foi então que comecei a correr. Não queria demorar-me. Aqueles que alguma vez quis, disseram-me adeus antes do tempo, e fui ganhando necessidade de me fingir vivo. Assim que fui ganhando quilómetros, fui perdendo esperanças. O tabaco e o pão diariamente iam construindo a minha alimentação diária. E tirava fotografias em todo o lado, para te mandarem cartas. Perdi a máquina fotográfica pelo caminho. Muitas vezes me deu vontade de regressar. Mas não sabia dos teus braços. Silencia, quem fomos um para o outro, este tempo que não existiu? ?????? ![]() f ![]() ![]()
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