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| O Pinhal do Rei. Subsídios |
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António Arala Pinto - Prosa O Pinhal do Rei. Subsídios "Um trecho d' O Pinhal do Rei. Subsídios (1938-39)" A seis de Fevereiro de 1923 já funciona no Pinhal de Leiria o pequeno Décauville, da iniciativa do falecido engenheiro silvicultor António Mendes de Almeida, porque os carreiras mancomunados chegavam a levar 40$00 pelo transporte de cada metro cúbico de madeira. É o período de desequilíbrio social e financeiro que se segue à Grande Guerra. A linha, com a largura de 60 cms., nasce junto à estação do caminho de ferro da linha de Oeste, vem pelo Casal de Malta e entra no Pinhal de Leiria, à Guarda Nova. Tem a sua estação central em Pedreanes e faz à sua via de penetração pelo aceiro N até ao talhão 245, atravessando uma grande parte do maciço de arvoredo da queimada de 1824. Depois, novo ramal para o Tromelgo, que prossegue, vencendo a grande ladeira dos talhões 293, 294 e 295, até à pedreira do talhão 30,1 que se continua até ao Penedo da Saudade, até ao escarpado da costa, onde há pedra em quantidade, material que não é inflamável, que se virá a espalhar em tiras, em veias venosas por tôda a área do pinhal, por onde circulará mais ligeira a caminheta levando rapidamente os bombeiros da floresta aos locais do sinistro ou facilitando a circulação de outras que transportam os corpos dos pinheiros que já cumpriram a sua missão, aos corações dos centros industriais, para aí serem rectificados em tabuado, em vigas, em mastros. O pequeno Décauville, barateando os transportes, alimentando a lenha, veio valorizar, ainda que indirectamente, tôda a mancha de arvoredo por onde circula e barateou igualmente a construção das estradas e dos caminhos florestais, que se foram abrindo e que se continuarão a construir até se conseguir um labirinto por entre o arvoredo, transformando o Pinhal de Leiria no Parque do Verde Pino, tornando-o por assim dizer, imune aos fogos. *) Coordenador da obra O pinhal de Leiria. Sua importância na economia local.
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