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Grupo Invictus está a comprar casas aos bancos |
EMPRESA prepara a abertura de capital a dois parceiros financeiros. Um deles é norte-americano.
Elisabete Soares
O Grupo Invictus - Investimentos Imobiliários vai alargar a área de actuação à aquisição dos imóveis de habitação, promovidos ou detidos pelos bancos. De acordo com Pedro Paredes, administrador do grupo, a abertura das instituições financeiras à venda dos imóveis por valores mais baixos é agora muito diferente do que acontecia há poucos meses.
"Tive negociações com alguns bancos e era impensável comprar pelos valores que pediam. Mas agora são os próprios bancos que querem vender pelos valores que oferecemos", diz. No entanto, a Invictus está apenas interessada nos imóveis de habitação resultantes dos créditos mal parados, especialmente de promotores em dificuldades que entregam os empreendimentos ao banco, ou então promovidos pelas empresas imobiliárias detidas pelos bancos. Neste momento, a Invictus está já em negociações com algumas instituições bancárias.
A nova estratégia da Invictus será, contudo, feita através da entrada no capital da sociedade de dois grupos financeiros, com experiência no imobiliário, de forma a dar um novo fôlego ao projecto. "Dois grupos, um nacional e outro internacional, norte-americano", sem adiantar mais pormenores.
O grupo Invictus já pediu uma avaliação à empresa de forma a em breve alargar o capital aos novos parceiros. Contudo, na sua opinião a entrada de parceiros é especialmente motivada pela necessidade de repartir a gestão e a responsabilidade da empresa, não por questões financeiras. "Feito de forma correcta, o grupo pode valer muito mais daqui a dois, três anos", diz.
O modelo de negócio da Invictus assenta no facto de comprarem os imóveis até 65% do valor de mercado, o que permite que a empresa venda os imóveis 20% abaixo do preço inicial, conseguindo colocar as fracções, em média, num período de seis meses. Até há poucos meses atrás o grupo conseguia, em média, vender as casas ao cliente final num prazo de três meses, o que permitia que o pagamento ao promotor fosse conseguido com o venda final, sem quase recurso a financiamento.
Contudo com o prolongamento da crise o período médio de venda alargou-se, o que obriga agora a um esforço financeiro maior para pagar aos promotores.
Negócios crescem mais de 100%
A crise imobiliária que se acentuou no último semestre de 2008 abriga os promotores a vender a oferta de habitação com descontos que em certos casos pode atingir os 40%. O grupo, neste período, "aumentou os negócios e, simultaneamente, conseguiu melhores negócios e uma mais alta rentabilidade", adianta Pedro Paredes.
"O crescimento no segundo semestre do ano foi muito superior ao primeiro e encerramos o ano com investimentos da ordem dos 80 milhões de euros", refere. A facturação duplicou em relação a 2007, que foi de 12 milhões de euros.
Fonte Diário Económico : Elisabete Soares Publicador Clipping
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