1. PIB caiu 0,9% no último trimestre de 2008
A economia portuguesa contraiu 0,9% nos últimos três meses de 2008 face ao trimestre anterior, adiantou ontem o Ministério das Finanças à agência Lusa. O valor confirma que a economia entrou em recessão técnica no final do ano passado e está subjacente à previsão do Governo de crescimento de 0,3% para o conjunto de 2008.
Já no terceiro trimestre do ano passado a economia tinha recuado 0,1% por cento. Para este ano, o Governo prevê um cenário de recessão, com o PIB a diminuir 0,8% - tal como antecipa o Banco de Portugal. Contudo, a Comissão Europeia divulgou ontem um novo relatório com projecções, onde espera que a economia portuguesa registe um crescimento negativo de 1,6%. M.P.
2. Indicador de clima económico no valor mais baixo de sempre
O indicador de clima económico para Portugal, publicado pelo Instituto Nacional de Estatística, bateu no valor mais baixo de sempre em Dezembro de 2008, ao passo que o indicador de actividade económica (relativo a Novembro) teve um recuo mais pequeno mas, ainda assim, significativo, ao bater os valores de Outubro de 2003.
De acordo com o INE, estes números reflecte o avolumar da informação relativa à economia, particularmente o "desacelerar do consumo privado" e a "variação negativa" do investimento, sobretudo no caso das despesas em material de transporte. Os indicadores de clima e actividade económica são indicadores avançados que tentam antever a evolução da economia nos seis meses seguintes. RR.
3. Dívida de curto prazo do Estado representa mais de 15% do total
A dívida de curto prazo do Estado atingiu os 15,1% do total de dívida directa no ano passado, um valor que ficou 1,5 pontos percentuais acima do verificado em 2007. Segundo o relatório do Orçamento suplementar, os bilhetes do tesouro têm vindo a ganhar peso, uma tendência que o Governo espera manter ao longo deste ano.
De acordo com a OCDE, num momento de aperto das condições de crédito nos mercados devido à falta de confiança dos investidores, este tipo de dívida é mais perigoso já que deverá resultar num aumento dos custos de financiamento. Como o Governo é obrigado a refinanciar esta dívida, terá de se sujeitar aos spreads mais elevados que estão a ser praticados pelo mercado. M.P.
Fonte Diário Económico Publicador Clipping Data 21 Jan 2009
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