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Plano de incentivo ao emprego já em vigor
NOVO SITE explica todas as iniciativas que foram apresentadas pelo Governo no âmbito do emprego.

Cristina Oliveira Silva

As medidas de apoio ao emprego assumem a prioridade de apoiar a contratação de públicos frágeis e de manter os postos de trabalho existentes. As regras das várias iniciativas são apresentadas no recém-criado portal www.empreg02009.gov.pt. Conheça as medidas que já estão em vigor..
1. MANTER O EMPREGO

Em 2009, empresas que empreguem até 49 pessoas vão descontar menos três pontos percentuais para a Segurança Social sobre trabalhadores com mais de 45 anos (redução média de 331 euros). Serão abrangidas 200 mil empresas e cerca de 500 mil trabalhadores. A portaria entrou agora em vigor mas tem efeitos retroactivos a Janeiro. O acesso ao apoio é automático na declaração de remunerações de Fevereiro e só é renovado para o segundo semestre se verificada a manutenção do nível de emprego.

2. FORMAÇÃO EM CASO DELAY-OFF

Também para apoiar a manutenção do emprego, o Governo criou, para 2009, o programa qualificação-emprego, que aposta na formação dos trabalhadores em redução de horário ou suspensão de actividade de empresas economicamente viáveis. Parte das 450 empresas e 20 mil trabalhadores abrangidos pertencem ao sector automóvel. O Estado comparticipa 85% da formação (até três euros por hora) e pode ainda dar um incentivo adicional, equivalente a um terço do salário ilíquido. No conjunto, o apoio não pode exceder 1257,66 euros. Mas as empresas têm de cumprir condições para terem acesso ao apoio, cuja duração inicial é de seis meses. As candidaturas decorrem até 1 de Junho.

3. APOIAR CONTRATOS

A contratação sem termo de jovens até 35 anos com ensino secundário ou superior e que ainda não tenham tido contrato sem termo, ou desempregados há mais de nove meses, é apoiada em 2.000 euros, acrescida de dois anos de isenção de contribuições (ou, em alternativa, três anos de isenção). O Governo alterou o projecto inicial, apoiando também o trabalho a tempo parcial. Igualmente será apoiada a conversão de contratos precários em contratos sem termo de jovens. As candidaturas ao Instituto de Segurança Social estão disponíveis a partir de hoje. As empresas têm de manter os postos de trabalho por três anos e o nível de emprego e há condições específicas para as candidaturas. Contratação a termo de pessoas com mais de 55 anos reduzem as contribuições do empregador em 50%, desde que não tenha existido relação de trabalho nos três anos anteriores com a empresa ou grupo. Também a conversão de contratos precários em contratos sem termo e a tempo completo podem beneficiar de uma redução de 50% nas contribuições durantes três anos.

4. MAIS ESTÁGIOS

Os estágios profissionais, de 12 meses, dirigem-se a menores de 35 anos, com ensino secundário ou superior e a bolsa varia entre 629 euros (no primeiro caso) e 838 euros (no segundo), acrescida de subsídio de alimentação e seguro. O Estado comparticipa entre 20 e 60% Já os estágios Qualificação-Emprego, de nove meses, destinam-se a maiores de 35 anos que melhorem qualificações. As candidaturas já estão disponíveis online.

5. TRABALHO SOCIAL

Para desempregados subsidiados, prevê-se a possibilidade de serem abrangidos por contratos "Emprego-Inserção", desenvolvendo trabalho socialmente útil em autarquias ou entidades sem fins lucrativos. Recebem uma bolsa complementar de 20% da prestação mensal de desemprego (ou seja, a retribuição líquida mensal fica entre 503 e 1509 euros), acrescida de subsídios. O estado comparticipa metade da bolsa complementar. As candidaturas já estão abertas.

Fonte    Diário Económico : Cristina Oliveira Silva
Publicador    Clipping