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| Fundos portugueses perdem 8 milhões com Lehman e AIG |
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Fundos portugueses perdem 8 milhões com Lehman e AIG HA 13 FUNDOS com exposição às duas entidades. Só na última semana e meia perderam 2,6 milhões de dólares. Marta Reis e Tiago Freire Este endereço de e-mail está protegido de spam bots, pelo que necessita do Javascript activado para o visualizar A falência da Lehman Brothers e as dificuldades de sobrevivência do grupo segurador AIG estão a atingir alguns fundos portugueses, que tinham exposição a estas entidades norte-americanas, quer através de acções, quer de obrigações. São pelo menos 13 os fundos portugueses expostos a estes activos, de acordo com a análise feita pelo Diário Económico no 'site' da CMVM. Excluindo o montante dos títulos de dívida, as perdas acumuladas em 2008 pelos fundos portugueses através da exposição a AIG e Lehman ascendem a 7,7 milhões de dólares. Desde o início da semana passada, quando começaram a ser mais evidentes os graves problemas do banco de investimento norte-americano, as perdas são de 2,6 milhões de dólares. O BPI Reforma Investimento PPR é o fundo com maior exposição a acções da AIG, 95.814 títulos, e também com mais acções da Lehman Brothers em carteira, 4,328. Outros fundos com acções da AIG em carteira são o BPN Optimização, BPN Valorização, BPN Acções Global, Santander Acções América, Santander Acções USA e Millennium Acções América. Apenas dois fundos têm dívida da AIG, o BPI Global (12,5 milhões) e o Popular Valor (200 mil). Quanto à Lehman Brothers, além do fundo do BPI acima referido, estão ainda expostos mais dois fundos portugueses, o Santander Acções América e o Santander Acções USA. No caso do banco de investimento norte-americano, a exposição dos fundos portugueses existe sobretudo através de títulos de dívida; dos seis fundos com obrigações da Lehman em carteira, o que tem maior exposição é o ES Estratégia Activa II (5,2 milhões). Em Portugal, a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) está a monitorizar a situação. O Diário Económico sabe que o regulador pediu aos fundos, logo na segunda-feira de manhã, que lhe reportassem os valores de exposição directa à Lehman e estes terão já respondido, sendo que, em termos gerais, essa exposição não é significativa Para além dos efeitos directos, os fundos nacionais têm sido afectados sobretudo por efeitos indirectos, com a quebra dos mercados financeiros a arrastar o valor das carteiras. Desde Julho de 2007, a CMVM adoptou medidas extraordinárias de supervisão dos fundos, obrigando-os a uma maior frequência do reporte de informação, sobretudo a relativa à liquidez. Na prática, o regulador quererá saber se os fundos estão preparados para fazer face a um eventual aumento do número de resgates, o que poderá ser coberto, se a situação o exigir, com a venda de activos dos fundos ou com recurso a endividamento, embora estes dois mecanismos tenham limites legais. O Diário Económico tentou também, sem sucesso, contactar o presidente da APFIPP. Na última semana e meia, as acções da Lehman Brothers perderam quase todo o seu valor em bolsa, passando de 16,2 dólares (valor a que tinham encerrado a 5 de Setembro, sexta-feira) para pouco mais de 20 cêntimos na sessão de ontem. Só na segunda-feira, dia em que o mercado reagiu ao pedido de falência anunciado no domingo, a Lehman encerrou a perder 94,25%. No caso do AIG, o perigo de falência existe, mas continuam a ser estudadas formas de salvar o grupo segurador. Além das notícias de dificuldades financeiras que o banco atravessa estiveram também a penalizar a cotação do grupo, os cortes no 'rating' por parte de Standard & Poor's, Fitch e Moody's. Nas últimas três sessões, as desvalorizações do AIG na bolsa de Nova Iorque superam os 84%. Fonte Diário Económico : Marta Reis
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