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| Crise provoca onda de fusões na banca |
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Crise provoca onda de fusões na banca COM A FALÊNCIA da Lehman, a Morgan Stanley está a estudar o cenário de fusão. A compra do HBOS, pelo Lloyd's, está mais próxima. Bárbara Barroso A crise financeira está a gerar uma verdadeira onda de fusões e aquisições na banca internacional e tudo indica que não vai ficar por aqui.
O Barclays confirmou ontem a compra da unidade de banca de investimento do Lehman Brothers, nos EUA. A instituição financeira britânica vai gastar 1,75 mil milhões de dólares (1,23 mil milhões de euros) para passar a deter uma das áreas 'core' do Lehman, que anunciou a falência no início desta semana. No mesmo dia, o Lloyd's TSB Group, o banco que chegou a ponderar a compra do Northern Rock antes de este entrar em colapso, revelou estar em "conversações avançadas" para a fusão com HBOS, segundo a Bloomberg. Depois da falência do Lehman Brothers, por não ter conseguido arranjar um comprador, a Morgan Stanley está também a ponderar a possibilidade de fusão. Segundo uma notícia avançada pela CNBC, os responsáveis do Morgan Stanley estão a avaliar se o banco deverá permanecer sozinho ou analisar uma fusão com outro banco. Mas a onda de fusões não pára por aqui e João Rendeiro, presidente do Banco Privado Português considera que o cenário possa mesmo estender-se à Europa. "É altamente provável que os processos de fusão e consolidação também venham a ocorrer na Europa", afirmou João Rendeiro, à saída de uma audiência com o Presidente da República, citado pela agência Lusa. Segundo o presidente do BPP, o cenário norte-americano poderá replicar-se em países como a Espanha ou Inglaterra, onde também foi criada uma "bolha especulativa". Questionado se pensa que também poderão ocorrer situações de falência nestes dois países, João Rendeiro afastou essa possibilidade, recordando que "a cultura europeia não é muito dada" a isso. "Falência não sei, mas consolidação sim", sublinhou. Nos EUA, uma das primeiras fusões resultantes do cenário de crise foi a do Bank of América (BoA) com a Merrill Lynch. O BoA acordou a compra da Merrill Lynch, a número um mundial de corretagem, por 50 mil milhões de dólares (35 mil milhões de euros). Fonte Diário Económico : Bárbara Barroso
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