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| Bancos precisam de mais 500 mil milhões |
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FMI eleva prejuízos para os 1,2 biliões de euros. Tiago Figueiredo Silva Este endereço de e-mail está protegido de spam bots, pelo que necessita do Javascript activado para o visualizar As instituições bancárias mundiais poderão necessitar, nos próximos anos, de novas injecções de capital no montante de 675 mil milhões de dólares (500 mil milhões de euros), para recuperar daquela que é considerada como pior crise desde a Grande Depressão. O alerta foi dado ontem pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), através do relatório trimestral sobre a estabilidade do sistema financeiro, no qual a instituição revê em alta as estimativas de prejuízos relacionados com os activos hipotecários norte-americanos. De acordo com a autoridade, os prejuízos deverão atingir os 1,4 biliões de dólares (1,02 biliões de euros), valor que compara com os 1,3 biliões de dólares estimados há duas semanas e muito longe dos 945 mil milhões previstos em Abril. "As restrições que estão a afectar o sistema financeiro deverão provocar o abrandamento do crescimento económico mundial e dificultar a recuperação. O risco de novos efeitos adversos no sistema financeiro e na economia mundial representam uma ameaça crítica", revela o documento do FMI. A instituição liderada por Dominique Strauss-Kahn apela aos países que coordenem as suas políticas, que utilizem os fundos públicos para combater os activos 'tóxicos' e, por último, que assegurem que as intervenções no mercado são temporárias. No dia em que FMI apresentou o seu relatório, o Banco Central Europeu (BCE) realizou uma injecção de liquidez de 250 mil milhões de euros, o montante mais elevado deste ano, numa altura em que o mercado de crédito continua 'congelado' face à falta de confiança dos bancos em emprestar dinheiro entre si. Nos Estados.Unidos, num esforço para garantir as necessidades de financiamento, a Reserva Federal (Fed) anunciou também ontem a criação de um fundo especial que terá como objectivo a compra de papel comercial, utilizado pelas empresas norte-americanas para financiar salários e responder a exigências bancárias. Fonte Diário Económico : Tiago Figueiredo Silva
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