Notícias + Recentes
- Quase 19 mil crimes contabilizados pela APAV em 2008
- Mais de 800 mil portugueses já solicitaram Cartão do Cidadão
- Trabalhadores vão ter aumentos reais dos salários em 2009
- Guia dos incentivos para as famílias instalarem painéis solares térmicos
- Perda de equilíbrio representa maior risco de fracturas em idosos
- Satélites colidem no Espaço
Notícias + Populares
- Guia dos incentivos para as famílias instalarem painéis solares térmicos
- Grupo Invictus está a comprar casas aos bancos
- Novo tratamento para cancro do fígado em Portugal em 2009
- Quase 19 mil crimes contabilizados pela APAV em 2008
- Vídeos com carácter terrorista proibidos no YouTube
- Saúde mental da criança afectada por consumo de álcool na gestação
| O STRESSE no Trabalho - 1ª parte |
| Quarta, 10 Setembro 2008 20:02 | |||
|
>> Cerca de um em cada três trabalhadores europeus, mais de 40 milhões de pessoas, dizem-se afectadas pelo Stresse no Trabalho. O stresse é responsável por milhões de dias de absentismo por ano. Os números falam por si, são demasiadas as vítimas que sofrem em silêncio e demasiadas as empresas que não se apercebem de quanto o stresse pode afectar o seu desempenho.
Segundo o relatório “Condições de Trabalho na Comunidade Europeia” da Fundação Dublin, 28% dos trabalhadores declaram ter problemas de saúde relacionados com o stresse, tratando-se do segundo maior problema depois das dores lombares, que representa 30% nesta apreciação. Em termos de dias de trabalho, são perdidos por ano na Comunidade Europeia cerca de 600 milhões de dias devido a doenças relacionadas com o trabalho. Esta situação constitui assim, um importante motivo de preocupação e um desafio devido não só aos seus efeitos sobre os trabalhadores individuais, mas também aos custos ou impacto económico sobre as empresas e aos custos sociais para os países europeus. Mas a questão inevitável é: “O que é o stresse ?”. De uma forma geral, cada vez mais existe um consenso para definir o stresse em termos das “interacções” entre o trabalhador e o seu ambiente de trabalho, designadamente no que diz respeito à exposição a factores de risco. Neste modelo, pode-se dizer que o stresse é ressentido quando as exigências do ambiente de trabalho ultrapassam a capacidade do trabalhador face a essas exigências (ou de as controlar). Por outras palavras, podemos entender o stresse como um desajustamento entre as competências do trabalhador e as exigências da profissão, exigências essas que excedem a capacidade dos indivíduos para as suportarem e ultrapassarem. Naturalmente que a tensão e a determinação no trabalho podem melhorar o desempenho, e proporcionar satisfação quando se procuram atingir objectivos que constituem um desafio. No entanto, quando as exigências e as tensões são excessivas, podem conduzir ao stresse. O stresse não é uma doença. Contudo, quando se manifesta de forma intensa e permanente ao longo de um certo período de tempo, pode conduzir a problemas de saúde mental e física. Ao definir stresse desta forma, coloca-se a tónica nas causas relacionadas com o trabalho e nas medidas de controlo necessárias. De facto, o segredo da prevenção do stresse e dos riscos psicossociais relacionados com o trabalho reside na organização e na gestão do mesmo. Nesta perspectiva, a União Europeia adoptou uma directiva-quadro destinada a proteger os trabalhadores e a melhorar as condições de saúde e segurança no trabalho, que abrange todos perigos nos locais de trabalho, incluindo os riscos psicossociais bem como a falta de segurança e utilização de equipamentos de protecção. Assim, este interesse na redução dos riscos psicossociais e do stresse, constituem não só um imperativo moral, como jurídico. Será certamente com o aumento da sensibilização dos trabalhadores e dos gestores para os problemas da segurança e da saúde no trabalho, da prevenção do stresse, bem como na demonstração de que a aposta na saúde e na segurança são de facto “um bom negócio”, que poderemos contribuir para a redução dos custos humanos e económicos de uma Europa... enfim sob “Stresse”. Nota: Na próxima crónica (2ª parte), irei continuar a abordar o problema do “Stresse no Trabalho”, agora numa perspectiva mais abrangente, nomeadamente no que diz respeito aos seus sintomas e consequências. Um bem-haja para todos! Emanuel António Casquilho Capote Sobre o Autor
Emanuel António Casquilho Capote,É Engenheiro Electrotécnico especializado na área de Informática. Tem vindo a desenvolver a sua actividade neste domínio como Professor assistente no Ensino Superior, assim como nos quadros da Escola Secundária de Pinhal do Rei. Para além de um imenso trabalho desenvolvido em áreas formativas e de intervenção cultural, é neste momento o Coordenador Distrital do Programa Nacional de Educação Para a Segurança e Saúde no Trabalho (PNESST), no Instituto Para o Desenvolvimento e Inspecção das Condições de Trabalho (IDICT) Acessos: 986 Comentários
(0)
|

Emanuel António Casquilho Capote,